quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

CNBB apoia ações da FNP por mais médicos no SUS



A campanha “Cadê o médico?”, promovida pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP), ganhou um importante apoio nesta quarta-feira (06). O secretário-geral da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Leonardo Steiner, aprovou a iniciativa da FNP por melhorias Sistema Único de Saúde.

Durante a reunião realizada na sede da CNBB em Brasília, o presidente da FNP, João Coser, apresentou a Dom Leonardo os objetivos da campanha. Por meio do movimento “Cadê o Médico?”, a FNP reivindica do Governo Federal a adoção imediata das medidas cabíveis para a contratação de médicos formados no exterior. A intenção é suprir uma carência de mais de seis mil médicos para as equipes do Programa da Saúde da Família (PSF).

Segundo Dom Leonardo, a falta de médicos no Brasil é um tema que preocupa a CNBB. “A Campanha da Fraternidade de 2012 já discutia essa carência. Em um grande número de municípios brasileiro não existe médicos. O Ministério da Saúde precisa socorrer os municípios”, enfatizou.

Dom Leonardo afirmou que a CNBB apoia a campanha da Frente Nacional de Prefeitos por mais médicos no SUS, e destacou a importância de ampliar as ações por melhorias na oferta da saúde pública no Brasil.

O médico cardiologista, membro da Comissão Brasileira Justiça e Paz (CBJP) e coordenador do Observatório de Saúde do Distrito Federal, doutor Geniberto Paiva Campos, acompanhou o encontro entre a FNP e a CNBB e ressaltou a importância do movimento Cadê o Médico?. “A FNP está corretíssima ao propor essa ação. Esta é uma campanha essencial. É preciso valorizar os agentes municipais de saúde, mas sem os médicos o PSF não funciona”.

O assessor político da CNBB, padre Geraldo Martins, também participou da reunião.

Fonte: FNP


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

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Salário de médico de Penedo, AL, era maior que o da presidente do Brasil

Enquanto médicos que atuam no sistema público de saúde de Alagoas fazem greve e pressionam o governo estadual por melhores salários, em Penedo, município da região do Baixo São Francisco com pouco mais de 60 mil habitantes, o clínico geral Luiz Renato de Lima Pedrosa, recebeu no ano de 2012 quase R$ 1 milhão dos cofres do município pelos serviços médicos prestados.
Ao justificar o alto valor dos vencimentos, Luiz Renato expôs que o preço pago ao plantão bruto para um clínico geral durante a semana pode chegar a R$ 2,3 mil e que este valor ainda aumenta quando o trabalho acontece nos finais de semana. “Como eu era o principal plantonista do município, minha produtividade era alta. Assim, é justo que o pagamento também seja”, completou.
Os salários, que oscilaram por mês entre R$ 46 mil e R$ 73 mil, valor bem acima do salário do governador do Estado de Alagoas, Teotonio Vilela Filho (PSDB), e até mesmo da presidente da República, Dilma Rousseff (PT), ficaram bem além do teto estabelecido pela Constituição Federal, que expõe que nenhum servidor público - contratado ou concursado - pode receber mais que o representante do Poder Executivo.

O supersalário, que foi pago e consta detalhadamente no Portal da Transparência de Penedo, é proveniente, segundo o médico Luiz Renato, do acúmulo de função que ele exercia e da produtividade gerada pelos plantões médicos. O clínico geral recebeu em um ano o valor bruto de R$ 723.815,77.

Pagamentos referentes ao ano de 2012 ao médico clínico geral*

MÊS/2012VALOR
JANEIRO
FEVEREIRO
MARÇO
ABRIL
MAIO
JUNHO
JULHO
AGOSTO
SETEMBRO
OUTUBRO
NOVEMBRO
DEZEMBRO
TOTAL
R$ 48.897.05
R$ 48.148,43
R$ 46.975,43
R$ 72.354,43
R$ 73.596,43
R$ 60.968,00
R$ 61.968,00
R$ 60.761,00
R$ 63.589,00
R$ 63.244,00
R$ 60.761,00
R$ 59.588,00
R$ 723.815,77
“Há uma grande repercussão neste caso levada por interesses políticos. O que quero deixar claro é que este valor não trata de salário pleno, mas de gratificações diante dos cargos que eu exerci paralelamente e aos plantões que prestei na unidade de saúde. Assim, posso afirmar que 95% deste montante é referente ao pagamento dos plantões. Algo legal e normal para qualquer médico que faz o número de horas que trabalhei. O diferencial é que eu concentrei tudo em um só município. Os outros médicos ganham trabalhando para duas ou três prefeituras”, explica Luiz Renato.
No período que chegou a ganhar até R$ 70 mil por mês, em pagamentos rateados, o médico exercia a função de diretor da Unidade de Emergência Antônio de Jesus, que foi substituído pela Unidade de pronto Atendimento (UPA) de Penedo, e a função de coordenador do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Médico contratado pela prefeitura municipal de Penedo, Luiz Renato se afastou do município após a mudança de gestão.

O promotor da comarca de Penedo, José Carlos Castro, informou que vai solicitar informações da prefeitura referentes aos pagamentos realizados ao clínico geral para averiguar se estão de acordo ou se houve alguma irregularidade. Castro informou ainda que encaminhou um ofício ao atual prefeito para que seja notificada ao Ministério Público Estadual qualquer irregularidade identificada na gestão passada.
*As informações dos valores apresentados estão disponíveis no Portal da Transparência de Penedo e podem ser acessados através do site Fly Transparência.
Fonte: G1

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

FNP promove petição eletrônica por mais médicos no SUS

Tem início nesta segunda-feira (04) uma petição eletrônica com o objetivo de ampliar a participação popular no movimento “Cadê o Médico?”, promovido pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP). A manifestação reivindica a contratação imediata de mais médicos para a saúde pública brasileira.

Na última semana a FNP realizou um abaixo-assinado em Brasília. Em apenas três dias de ação, o movimento alcançou a marca de 4600 assinaturas e conseguiu a adesão de dezenas de entidades municipalistas de todo o país. Mais de 2500 prefeitos assinaram o documento. O abaixo-assinado foi entregue ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Para aderir ao movimento é necessário acessar a petição eletrônica no endereço http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=CADEMED e preencher o cadastro. Participe de divulgue entre seus amigos. Todas as assinaturas serão encaminhadas à presidenta Dilma Rousseff.

Cadê o Médico?

A proposta da FNP, já encaminhada ao Governo Federal, reivindica a adoção imediata das medidas necessárias para a contratação de médicos formados em outros países. É importante ressaltar que a FNP é favorável a critérios rigorosos para a vinda desses médicos como, por exemplo, trabalhar na área da atenção básica e fixação em áreas com maior carência de profissionais.

Segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Aplicada (Ipea), a escassez de médicos é o principal problema do SUS para 58,1% dos usuários. Dados do Conselho Federal de Medicina indicam a existência de 1,8 médicos por mil habitantes no Brasil. Em outros países, como Argentina e Uruguai, essa proporção ultrapassa três médicos por mil habitantes.

Prefeito de Divinópolis (MG), adere ao movimento "Cadê o Médico?"

“Chegou a hora de abrirmos o mercado médico brasileiro para profissionais formados no exterior para eles se credenciarem e atenderem na rede pública de saúde.”
 
Vladimir Azevedo
Prefeito de Divinópolis (MG)
Presidente da Frente Mineira de Prefeitos

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Movimento Cadê o Médico?


#cadeomedico - A Frente Nacional de Prefeitos reúne mais de 4.600 assinaturas em campanha pelos Sistemas Municipais de Saúde. O documento foi entregue ao Ministro da Saúde Alexandre Padilha. Quase a metade dos prefeitos brasileiros já aderiram a campanha.